Arquivo da categoria: Caminhadas

Cidades são para perder-se

Rota em GentEste texto de Stephanie Rosenbloom para o NYT levanta um ponto interessante e válido. De fato, cidades são (também) feitas para perder-se, e esta é, de fato, uma arte esquecida ultimamente. Possuo afinidade com o ponto de vista da autora, tanto no seu contexto original quanto transportado para um outro.

Primeiro, quando viajo para outra cidade, especialmente se for em outro país, não gosto de roteiros nem excursões: parecem-me limitadores, uniformizadores e opressivos. Alguém se arroga o direito de decidir o que você deve ver, do que você deve gostar, como se deve deslocar. Transforma o viajante num mero ponto estatístico, confortavelmente alojado junto com outros pontinhos numa dispersão próxima ao redor de um valor médio — “médio” significando, muitas vezes, medíocre. (Isso pode mudar de figura, é claro, até por uma questão de segurança e prudência, quando você faz uma viagem para uma região inóspita e desconhecida, não-urbana, como uma trilha na mata, uma montanha, reserva natural, ou trajeto de lancha, etc. Andar por ali sem um guia seria brincar com a sorte.)

De minha parte, só costumo levar o mapa (ou ligo o mapa do celular) para me ajudar a encontrar o caminho de volta para o hotel. Fora isso, os verdadeiros tesouros que deparamos ao vagar livremente, e que assumem real significado para cada um de nós vagantes — embora talvez não correspondam à “média” — mais do que fazem valer a pena os desvios e volteios sobre os próprios passos.

Em segundo lugar, nas inumeráveis caminhadas por São Paulo, descobri igualmente inumeráveis lugares que jamais teria conhecido se me restringisse ao GPS ou ao Waze, ou então ao carro — que tem o efeito de transformar a cidade em que vivemos (note-se: a cidade em que vivemos!) em um mero complexo viário imenso, um simples corredor de passagem, um amontoado de edificações ao redor das avenidas. As avenidas, afinal, parecem ser hoje em dia “o que realmente importa” para nos deslocarmos — não mais nos deslocarmos de A para B, como acontecia ao longo dos milênios em que a espécie humana já viveu sobre a terra, mas sim, agora, do estacionamento em A até o estacionamento em B…

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Uma caminhada quaterniônica

Entre os benefícios de uma boa caminhada pode estar até mesmo… uma grande descoberta matemática, como os quaternions de Sir William Rowan Hamilton — que depois se desdobrariam nos octonions de John Graves — cujas aplicações na matemática e na física estão longe de se esgotar!

Dois textos registrando uma entrevista que Helen Joyce fez com o físico-matemático John Baez para a revista Plus Magazine – Living Mathematics explicam as propriedades dessas estruturas matemáticas intrigantes e belíssimas: Parte 1 – “Curious quaternions” | Parte 2 – “Ubiquitous octonions”.

Aqui, um passeio fotográfico pela histórica ponte onde a descoberta ocorreu a Hamilton, a Brougham Bridge, em Dublin.

Nova máquina de caminhar…

Finalmente estou com a minha nova máquina de caminhar pela cidade e pelas trilhas… Uma Salomon Wings Sky GTX:

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Apesar de muito leve, ela é muito estruturada e, por isso, protege o pé como uma couraça flexível. O cano é bem alto. Ela é extremamente estável e dá grande segurança — qualidades que valorizo muito para caminhar por terrenos irregulares, como as calçadas despedaçadas que encontramos em boa parte da Região Metropolitana de São Paulo.

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Em todo caso, a Wings Sky GTX — talvez justamente por ser muito robusta — parece-me ligeiramente menos sensível aos detalhes do terreno do que a minha Salomon anterior, a Misson GTX. Nisso, ela acaba lembrando alguns modelos da North Face.

Aos poucos, tenho verificado que ela se adapta bem à minha pisada, que é de tipo pronado. Em breve verei como ela se comporta em trilhas, mas tenho o palpite de que terá um bom desempenho também ali.

Duas telas de Escher… reais

De vez em quando, como se sabe, a vida imita a arte. Aqui estão dois singelos exemplos, capturados ao acaso. Primeiro, uma cena fotografada na obra ao lado de casa, em Santo André. Você nota alguma coisa estranha?

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Só para refrescar a memória, aqui está a famosa “Waterfall” de M. C. Escher:

M. C. Escher, "Waterfall", fonte:  wikipaintings

Segundo exemplo: aqui temos uma cena fotografada após a chuva, durante uma de minhas caminhadas, também em Sto. André:

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E aqui, para comparação, a obra de Escher, “Puddle”:

M. C. Escher, "Puddle", fonte: dana-mad.ru

Caminhando com Heisenberg em Helgoland

Foto: Pegasus2 / Sioux, fonte: Wikimedia CommonsEsta é uma caminhada que eu gostaria de fazer!

Na ilha de Helgoland, onde o jovem Werner Heisenberg formulou em 1925 as idéias centrais que logo iria desenvolver no histórico artigo “Sobre uma reinterpretação quântica das relações cinemáticas e dinâmicas” — documento fundador da mecânica quântica — enquanto caminhava à beira das falésias, convalescia da febre do feno e lia Goethe…

(Aqui, uma tradução em inglês do artigo de Heisenberg, in: Van der Waerden (ed), Sources of quantum mechanics || e aqui, o original em alemão)

2855575587_0e8f28fc1dAqui está uma foto (tirada por Pete Shacky) da placa comemorativa instalada em Helgoland pelo Instituto Max Planck e pela Sociedade Alemã de Física.

Exemplos de respeito e de desrespeito ao pedestre

Primeiro, na foto abaixo, uma evidência de que há pessoas incrivelmente egoístas, que simplesmente se consideram (e ao seu carro) como o centro do mundo, demonstrando não ter a menor noção de que existem outras pessoas que usam calçada para aquilo que ela foi primordialmente feita — para andar.  (Santo André, SP)

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Abaixo, um detalhe. Pode-se pensar em andar a pé por um lugar assim? Mas é óbvio que ao(a) morador(a) isso nem passou pela cabeça. A foto é exemplar pela atitude de desprezo implícita: “O importante é que possa estacionar com conforto. Transeuntes? Pesssoas? Outros? Hem? Ora, lixem-se”.

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E agora, para compensar, um exemplo de respeito ao pedestre. Na foto abaixo, uma solução simples, nada cara, que facilita a vida de todo mundo e mostra que o convívio é possível. Gestos desse tipo contribuem para preservar a cidadania — e, como a gente sabe, justamente é nas coisas pequenas que ela se constrói e consolida. Este(a) morador(a) está de parabéns. (Também em Santo André, SP)

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Caminhada de uma vida: Pirâmides de Teotihuacan

Este é o primeiro post de uma série relativa às caminhadas e descobertas feitas durante a minha viagem ao México, na semana de Outubro de 2012, para um Congresso de Filosofia. Logo no dia seguinte à minha chegada, antes de começar o congresso, tratei de tirar o dia para visitar as famosas pirâmides de Teotihuacan. Os versos gravados na entrada da Sala 5 do Museu Nacional de Arqueologia captam o espírito do que lá se verá…

Ir até as pirâmides não é difícil. Fui de metrô desde o bairro em que estava localizado o hotel (entre Colonia Condesa e Colonia Roma) até a estação Autobuses del Norte, que fica junto ao gigantesco terminal rodoviário. Ali, encontrei o guichê da companhia Autobuses Teotihuacan e comprei a passagem de ida por 38,00 pesos mexicanos. Os ônibus saem a cada 15 minutos (e na volta também). Somando metrô e estrada, em uma hora estava na entrada do parque.

O ônibus de ida era uma lata velha, talvez não tão antigo quanto as pirâmides, mas quase… (Verdade seja dita, o ônibus da volta seria muitíssimo melhor.) Na ida, nada de ar condicionado (mesmo naquele tempo seco e quente), e parava em vários pontos para pegar passageiros. Poderia ser melhor, mas, enfim, tudo pelas pirâmides. Pegamos trânsito pesado para sair da cidade. Passando pelos limites da área metropolitana da Cidade do México, pode-se divisar muitas ocupações irregulares nas encostas dos morros.

O ingresso no parque custava 57,00 pesos mexicanos. Muitos vendedores ambulantes se distribuem ao longo de toda a área; os que ficam logo na entrada, no acesso para a Pirâmide do Sol,  são os mais insistentes. Se quiser comprar alguma lembrança, não compre logo de cara com os primeiros que se apresentam. Deixe para mais tarde (o melhor é deixar para o final) e, mesmo assim, pechinche.

Abaixo, detalhes do templo, ostentando várias instâncias de Quetzalcoatl, a serpente emplumada.

Não podemos deixar de nos extasiar com a magnificência do complexo, cujos primeiras edificaçõres datam do ano 200 a.C. A Pirâmide do Sol, que domina o conjunto, foi concluída por volta do ano 100 da nossa era, e a cidade de Teotihuacan atingiu o seu ápice por volta de 450 da nossa era.

Ao mesmo tempo, muitas perguntas nos intrigam: qual era exatamente o propósito daquele traçado urbanístico? E das plataformas elevadas? Que hierarquia, que estrutura social caracterizava a comunidade que ali viveu? Que eventos eram celebrados? Que extraordinário grau de poder devem ter possuído os sacerdotes e os governantes para mobilizar o imenso contigente humano, a vasta força de trabalho necessária para transformar em realidade o monumental projeto? Quantas vidas devem ter se perdido ao longo de todo o processo de construção? Finalmente, quanto sangue de sacrifícios humanos terá corrido por aquelas pedras? (Sabe-se que os teotihuacanos possuíam essa prática.)

Aqui está a grandiosa Pirâmide do Sol.

Aqui, outro ângulo da majestosa Pirâmide. Subir não é tão difícil: o que exige mais concentração é a descida.

O último lance de escada estava interditado.

Para quem se sentir menos seguro nos incontáveis degraus, existem corrimões.

A visão lá de cima. Embaixo, um grupo de dança começa a acender seus defumadores fortíssimos, cujo cheiro enche toda a área, e a se preparar para uma apresentação.

Da Pirâmide do Sol, olhando aproximadamente na direção Sudoeste.

Duas vistas do cimo da Pirâmide do Sol: a primeira, para Sudoeste; a segunda, na direção Noroeste, permite ver um longo trecho do Caminho dos Mortos.

Finalmente, a Pirâmide da Lua — que será tema para outro post — vista da Pirâmide do Sol, olhando para o Norte.

Pude ver muita gente que, longe de estar bem condicionada para a subida, esfalfava-se para chegar ao cimo, e depois ficava ali, ofegante, por longos minutos lá em cima. Mas como poderia alguém resistir à tentação? É uma chance única, a de galgar os degraus imemoriais.Vale o sacrifício. Vi algumas pessoas colocando “os bofes para fora”, mas felizmente, enquanto estive lá, não vi ninguém passar realmente mal.

Para concluir este post, o Sol visto do alto da Pirâmide do Sol. O mesmo Sol que, certamente, foi tantas vezes admirado e celebrado pelos povos ancestrais que palmilharam Teotihuacan.

Novos posts virão…

O caminhante da Lua

Morreu hoje, aos 82 anos, Neil Alden Amstrong, o primeiro ser humano a caminhar sobre a superfície de outro corpo celeste. Armstrong, originalmente um piloto naval, foi piloto de testes antes de se tornar astronauta em 1962. Voou sete vezes no avião-foguete hipersônico X-15, chegando a alcançar altitude de mais de 207000 pés ou 63 km. Como astronauta, participou das missões Gemini 8 (1966) e Apollo 11 (1969), ambas como comandante.

http://www.nasa.gov/topics/people/features/armstrong_obit.html

http://www.nytimes.com/2012/08/26/science/space/neil-armstrong-dies-first-man-on-moon.html?_r=1&hp

Giant Steps

O título é da célebre composição de John Coltrane, que passou a ser um verdadeiro prefixo ou vinheta de Trane, e se tornou um verdadeiro standard do jazz moderno. Mas aqui não pretendo falar propriamente de música — isso é algo que fica para o meu outro blog, o Usina de Escuta.

O que acontece é que o título desse standard remete ao tema das caminhadas: o caminhante urbano sente-se capaz — mais do que isso, sente-se impelido — a dar “passos de gigante” (giant steps) de duas maneiras.

"Giant Steps". Giant's Causeway, na Irlanda do Norte. Foto: aprintis (Panoramio)

Uma: O fenômeno é bem conhecido de todo mundo que corre, caminha, pedala ou faz atividades aeróbicas em geral: após os primeiros dez minutos, as endorfinas levam a uma sensação de bem estar (conhecida em inglês como “runner’s high“, o “barato dos corredores”). A impressão é que poderíamos continuar caminhando ou correndo para sempre, indefinidamente.

Nesse momento, o praticante de caminhada deve exercer um certo grau de autocontrole para não se deixar levar de tal maneira que o faça perder o domínio sobre certos aspectos importantes da caminhada: o equlíbrio, a manutenção de um ritmo constante, a atenção ao relevo e às irregularidades do terreno, a segurança na pisada, o cuidado com o trânsito à sua volta e com as outras pessoas na rua, a visão periférica, etc.

Outra: A caminhada urbana pode ser vista como um modo de relacionar-se com a cidade — a cidade, esse organismo tão mais implacável, maciço e agressivo, tantas ordens de magnitude maior em tamanho do que a pessoa do caminhante. Vencer, passada a passada, as distâncias, o espaço urbano, — melhor: assenhorear-se dele, tornar esse espaço seu — é algo que tem uma carga simbólica, e não apenas simbólica, mas bem concreta também.

Foto: Fred R. Conrad / The New York Times

O caminhante urbano, e, muitas vezes, o pedestre de modo geral, exerce a posse da cidade de uma maneira específica. Ele não encara a cidade como meramente “aquela coisa extensa que se interpõe entre ele e seu destino, e que precisa ser transposta o mais rapidamente possível (de carro), e também da maneira mais protegida e isolada do ambiente que se puder”. As passadas do caminhante urbano, ao contrário, refazem os mesmos caminhos dos povos que, em tempos remotos, palmilharam aquelas terras; retraçam as pegadas do seus concidadãos e contemporâneos; reproduzem a trajetória dos cursos d’água que, em tempos imemoriais, esculpiram aquele terreno; dão o devido uso aosequipamentos urbanos.

Enfim, trata-se de um gesto que restitui, em alguma medida, o espaço da cidade àquele que é o seu legítimo dono (e que pode ceder, sob certas condições, o direito de uso aos automóveis). Isso, sem dúvida, é algo que causa uma sensação de bem-estar. Porque caminhar pela cidade — e isso vale não só para quem caminha por São Paulo, evidentemente: o meu leitor poderá aplicar o mesmo princípio à sua própria cidade, à cidade que ama — caminhar por ela, eu dizia, nos reassegura de que não somos meros usuários da cidade, não somos apenas inquilinos nela, mas sim que ela é nossa, e deve ser feita à nossa imagem e semelhança.

Foto: David Levene / The Guardian

No começo ou no final de toda caminhada…

… sempre há uma padaria. Pessoalmente, tendo a ver uma boa padaria como um oásis, um ponto fixo na mutabilidade maluca do cotidiano, uma estação de apoio, um ‘sistema integrado de suporte de vida’. Ali se conhece a vizinhança, provam-se as especialidades da casa, bate-se papo, mata-se a fome, mata-se o tempo, organizam-se as idéias, têm-se novas idéias, espera-se a chuva passar, observa-se o movimento da rua, lê-se o jornal, descobrem-se às vezes iguarias e produtos únicos, que só existem ali… E, principalmente, em uma padaria pode-se saborear um bom café expresso (a rigor, “espresso“, com “s“, que em italiano significa “espremido” ou então “expedito, rápido”). Este é, na minha opinião, o ponto principal, o fulcro, em qualquer padaria (além do pão na chapa). Quer para dar um ânimo extra antes de iniciar a caminhada, quer para reanimar, depois de vários quilômetros com subidas e descidas, um café (curto, de preferência) é indispensável.

Sou muito cético em relação a cafés moderninhos e franquias. Posso estar sendo romântico demais, mas penso que para fazer um bom café é preciso ter raízes, experiência acumulada de décadas, bem como simplicidade. As cafeterias ditas “de grife” — na minha opinião — raramente conseguem servir um café que se compare com um expresso bem tirado tomado em pé no balcão de uma boa e honesta padaria. (Nem falar em Starbucks, que para mim é uma prova cabal de como os americanos — que também têm lá suas muitas qualidades, assim como enormes defeitos — são capazes de pegar uma coisa boa como o café e transformar em algo abominável.)

Eis algumas das minhas preferidas — que, após muitas e muitas visitas, não me despontaram:

  • Euroville – Rua Tavares Bastos com Rua Cotoxó – Pompéia
  • Villa Real – Rua Carlos Vicari (continuação da Guaicurus) com Venâncio Aires, em frente à praça dos Inconfidentes – Lapa
  • Villa Grano – R. Fradique Coutinho com Rua Wisard, vizinha do Bar Empanadas e da Galeria Millan – Vila Madalena, aberta 24h
  • Dona Deôla – Rua Pio XI com Cerro Corá, em frente à Fapesp – Alto da Lapa
  • Brasileira – Rua Dr. Fláquer, São Bernardo, e Rua das Figueiras, Santo André
  • Bella Paulista – Rua Haddock Lobo com Luís Coelho, atrás do Colégio São Luís – Cerqueira César
  • Casablanca – Avenida Santo Amaro, entre a Afonso Braz e a Hélio Pellegrino, ao lado da FMU
  • Palácio do Pão – Rua Itamarati, em frente ao Ramalhão – Pq. Jaçatuba, Santo André

Villa Grano (fonte: http://www.totalspguide.com)

Estas se revelaram, na minha avaliação, em suma, padarias extremamente honestas. Quase todas elas, dir-se-ia, devido à sua variedade e fartura, talvez caíssem dentro daquela categoria das chamadas “superpadarias” — mas evito usar esse termo, porque, na imprensa, ele acabou adquirindo uma certa conotação de “padaria de bairro chique” — e, se há um aspecto que não me diz nada, e do qual, por sinal, quero distância, é esse. Bem, cada uma delas tem o seu detalhe especial: uma tem um suco delicioso feito na hora, outra tem um bom bufê de almoço, uma tem um pão na chapa espetacular, outra tem uma boa adega de vinhos, uma tem uma pizza saborosa (algo que, alas, eu não costumo saborear, pity…), outra tem um boa carta de cervejas, uma tem lanches suculentos e apetitosos… Todas têm bom café, preços (mais ou menos) justos, atendimento (quase sempre) ágil e banheiros limpos.

Bem, nem é preciso dizer que, uma vez estando a ida à padaria acoplada a uma caminhada, cumpre exercitar uma certa moderação, de modo a não “enfiar o pé na jaca”, como se diz, cedendo às maiores tentações oferecidas pelo estabelecimento em questão, e colocar a perder tudo aquilo que se conseguiu com a atividade física…

Mencionei acima o pão na chapa. Este também é um item que precisa ser analisado com a maior seriedade. Assim como o café ex(s)presso, o pão na chapa define uma enorme gama, um amplo espectro, em termos de qualidade — pode variar do sublime ao simplesmente intragável. Mas isso fica para outro post…