Duas livrarias incríveis

Hoje eu gostaria de escrever (e também postar algumas fotos) sobre duas livrarias incríveis e muito especiais — cada uma em seu estilo — que tive o privilégio de conhecer: uma na Cidade do México e uma em Buenos Aires.

1 – Cafebrería El Péndulo – Cidade do México

Um verdadeiro paraíso. Para passar horas. Vários andares (parecem não ter fim), reunindo tudo que há de mais legal para nosotros: começando por uma livraria espetacular, sebo, café, loja de discos…

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… continuando com um restaurante super confortável (no alto), mais bar (tem excelentes mezcales e tequilas, e também serve ótimos tacos)…

… e mais: loja de discos, papelaria, revistaria e loja de presentes (que são aliás mais inteligentes, criativos e baratos do que em qualquer, digamos, Imaginarium da vida)…

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Aqui está o pêndulo propriamente dito — inspirado no pêndulo de Foucault — que dá nome ao lugar:

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Aliás, o café da manhã mais saboroso que tomei na vida foi aí, incluindo um “panqué” que era uma coisa do outro mundo.

Achei na El Péndulo uns discos difíceis de achar, de composições do mexicano Manuel Ponce (um dos meus preferidos entre os latinoamericanos do século XX), com o violonista Francisco Gil — sobre os quais pretendo escrever no meu outro blog Usina de Escuta:

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Na livraria, encontrei um Wittgenstein (a Gramática Filosófica, trad. de Luiz Felipe Segura, ed. bilíngue da UNAM), as obras completas de Sor Juana Inés de la Cruz (ed. pela Fondo de Cultura Económica) e mais alguns de Octavio Paz.

2 – Librería Alberto Casares – Buenos Aires

Todas as vezes que fui a Buenos Aires bati ponto aqui. Uma livraria digna de Borges. O silêncio e a quietude, o cheiro dos livros — que é um verdadeiro perfume — a luminosidade, a sensação de paz e isolamento do burburinho da rua estreita e movimentada (fica na Calle Suipacha 521)… Tudo isso nos transporta, de imediato, como que para um outro mundo.

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Tem raridades, primeiras edições, usados e, claro, livros novos. O próprio dono costuma nos atender, tratando a todos com a maior atenção. Também encontram-se mapas, gravuras e fotografias originais, e ainda partituras.

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Ali encontrei, por exemplo, várias edições diferentes de Cortázar e Borges (cada uma tem seu encanto), as Obras de Oliverio Girondo (ed. Losada), um raro Biología y medicina del siglo XIX, de Desiderio Papp e José Babini (Espasa Calpe, 1961), e a Historia de las ideas  en la Argentina – Diez lecciones iniciales, 1810-1980 de Oscar Terán, entre outros…

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Buenos Aires, como se sabe, é uma cidade fortíssima em livrarias. A concorrência é dura pelo coração de qualquer bibliófilo. Mas eu diria que gosto da Casares até mais do que da famosa El Ateneo, por exemplo…

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Publicado em 13 janeiro 2013, em Cidades, Livros, Lugares. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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