Passeios na Cidade do México

Zócalo. No final de Outubro/2012 estava ocorrendo a Feria del Libro del Zócalo. O Zócalo é a região no centro histórico da Cidade do México onde estão as ruínas da capital asteca de Tenochtitlan, sobre as quais foi erigida a cidade moderna. Estas ruínas foram redecobertas a partir do final dos anos 70 do século XX. Porém o mais espetacular não foi a feira do livro!

Um fato singular e bem marcante que acontece regularmente no Zócalo é que os jovens, garotos e garotas, se reúnem à noite nas ruas próximas, provenientes de várias partes da cidade, e passam horas numa espécie de ‘jam’ executando as danças tradicionais, em rodas com números maiores ou menores de integrantes, com chocalhos nos tornozelos, numa velocidade vertiginosa, extenuante, e com um vigor extraordinário.

Os defumadores exalam incessantemente olores e vapores fortíssimos, a percussão pulsa fazendo tudo vibrar a centenas de metros, em um contraponto com o suingue dos chocalhos, e a dança prossegue inalterada, hipnótica, por horas, fazendo com que os participantes entrem num verdadeiro transe. É uma visão e tanto. Uma escuta e tanto. Depois de alguns minutos assistindo aquela máquina humana coordenada girando, até nós, espectadores, começamos a ficar meio zonzos…

Infelizmente, não consegui captar boas imagens, nem sabia como gravar áudio para tentar dar aqui uma idéia das potências telúricas que aquela garotada consegue conjurar de dentro das ruínas ancestrais…

Universidad del Claustro de Sor Juana Inés de la Cruz. Aqui, no dia 25/10, assisti a um concerto da dupla Mardonio Carballo (ator e textos) e Juan Pablo Villa (voz, objetos sonoros e loops eletrônicos). Foi um show extraordinário, que pegou a todos de surpresa, uma experiência sônica, poética e teatral absolutamente inesquecível. Escreverei com mais detalhe sobre esse concerto em breve no meu outro blog Usina de Escuta.

A Universidad del Claustro — onde nós (os participantes do congresso) fomos muitíssimo bem recebidos pela vice-reitora Sandra Lorenzano, irmã de um dos participantes do congresso — tem uma intensa programação cultural. E a universidade também mantém um restaurante-escola de gastronomia.

Na ocasião, houve a inauguração da cenografia relativa ao Dia de los Muertos, cheia de alusões bem-humoradas, homenagens e paródias, comidas tipicas (Pan de Muertos)…

As duas principais homenageadas, no centro, eram Sor Juana e a atriz Maria Félix:

As outras homenageadas eram:  Frida Kahlo, Rita Guerrero, Antonieta Rivas Mercado, Malinche o Malintzin, Chavela Vargas, La Güera Rodríguez, Josefa Ortiz de Domínguez, Pita Amor, María Sabina, Rosario Castellanos, Leonora Carrington e María Izquierdo.

Tanto o auditório quanto o pátio externo do Claustro estavam completamente lotados. É um lugar que normalmente já atrai muita gente, e com razão — e ainda mais numa festança daquelas.

Na mesma Universidad del Claustro, no pátio / jardim central, também assisti a uma performance de duas jovens atrizes, Minerva Hernández e Myriam Beutelspacher, intitulada “Empatia”.

Em breve: o Museu Nacional de Antropologia — e mais de Teotihuacan.

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Publicado em 21 novembro 2012, em Cidades, Lugares, Viagens. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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